Aquecendo o frio nas cidades serranas do Rio de janeiro, reanimam-se os Festivais de Inverno, usava-se a chamada: "Os velhos tempos voltaram"!
Apresentavam-se artistas famosos, sob o aplauso do povo ávido por emoções. Espaços abertos iluminados faziam-se luz para grandes apresentações.
Nos alegrávamos em estar diante da noite fria de inverno, alí como europeus, em pleno ano França-Brasil.
Acomodávamos no gramado diante de um imennso palco que, flutuava em uma ilha sobre o lago iluminado, alí brilhavam os artistas, sob a noite fria de céu estrelado.
No encerramento, comemorava-se ao som de bandas locais e internacionais, além da bem intensionada Orquestra sinfônica Jovem de Campos, sob a batuta de um maestro dedicado em sensibilizar os espectadores até mesmo, ousando fantástica sinfonia que estimula as sensações e, contribuindo com as comemorações do Ano França-Brasil ao som do Bolero de Ravel.
Isso bastaria se; o prefeito ao encerrar o festival não tivesse aos brados desfilado seu orgulho, enautecendo aqueles jovens presentes na orquestra, artistas, se apresentando inclusive sem receber nada para isso. E finalizava: Vamos ter uma assim também aqui!
Esqueceu apenas de comentar que aquela orquestra fazia parte de um projeto incentivado.
Quem não achou pesado carregava e entregava um quilo de alimento na entrada dos espetáculos, para ser doado a alguma instituição carente...
Enquanto isso, o presidente Lula lança a Bolsa Cultura e diz: quem paga a lei de incentivo são vocês mesmos com o Imposto de Renda. Ainda completa dizendo; assim, agora quem souber onde levar a Bolsa Nova vai ter acesso a cultura. Cinema não, pois nem é culpa da Universal comprar tantos cinemas por aí e transformar tudo em igreja afinal, nenhum prefeito vai à Brasília pedir abertura de cinema...
Do que se alimenta a arte? O artista como sobrevive?
Enquanto nossos políticos se alimentam das emoções humanas com seus egos vaidosos, nós só podemos dizer: Essa é a nossa Cultura.
Que ela não acabe no fundo do lago.
MySal
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