quarta-feira, 16 de setembro de 2009
DOIDO VARRIDO NÃO VAI PARA BAIXO DO TAPETE
Veja no You Tub - Trailer de Documentário
sob a direção de Rodrigo Sellos
co-direção de Rená Tardin
aprovado no Ministério da Cultura como Projeto de Cinema
ANEL Consultoria Cultural e Psicossocial Ltda - direção Myriam Saldanha
“A importância de ser uma personalidade no mundo não consiste em ser bom ou neurótico, mas sim a sua possibilidade vivenciada em criar como na arte, um fazer muito acima do aspecto pessoal, pois a essência provém do espírito e do coração e assim toca a humanidade.
Carl G. Jung
O Filme - Doido Varrido Não Vai Para Baixo do Tapete -
É a revelação do partilhar experiências que tocam mudam, definitivamente, a vida de quem entra em contato com os pacientes psiquiátricos. Temos como ambientação o EAT – Espaço Aberto ao Tempo, centro aberto de atenção diária do IMAS - Instituto Municipal de Assistência Nise da Silveira, antigo Centro Psiquiátrico Pedro II.
Um documentário pode dar voz à luta antimanicomial, desenvolvida em um ambiente de afeto, amor e seriedade. Ninguém melhor para falar deste processo que os próprios homens e mulheres que sofrem a discriminação e exclusão ainda inerente à doença mental.
É um olhar que dignifica o trabalho de profissionais dedicados que, com seu empenho abrem uma janela para que o vento possa levar um espírito de mudança. É dar voz do oprimido, deixar sair “O Grito” preso no inconsciente de cada um. É mostrar a força do relacionamento através do amor, simples e sincero. É resgatar o valor do simbólico, percebendo num sorriso, ou numa lágrima o seu significado.
A proposta é mostrar um caminho de humanizar o que foi desumanizado, ouvir quem foi calado e incluir quem foi excluído.
Com o envolvimento de toda equipe médica, familiares e dos próprios pacientes, esse projeto afirma o valor do coletivo em sua pluralidade e diversidade, apontando uma idéia de transformação de atitude em direção a inclusão social do paciente psiquiátrico.
Buscamos com esta iniciativa rever e reestruturar valores a partir de um olhar para conteúdos e visões de vida sob uma nova perspectiva, uma perspectiva “à normal”.
Destaca-se o valor do afeto, como à atitude ideal, transformadora, que pode ser observada na disponibilidade interna daquele que interagindo, contribui com o processo de inclusão, Valorizando as potencialidades de cada sujeito portador de sofrimento psíquico intenso.
“Preço não é igual a valor. Nada “é igual” a valor.
As genuínas realizações humanas são valores.
A começar pelos processos de crescimento e de maturação espiritual, tudo que os homens têm de especificamente, humano dentro de si, a compreensão, a inteligência, a generosidade, a ternura, o amor, o respeito, a dignidade, a coragem, a confiança, os relacionamentos afetivos de que o homem é capaz, os conhecimentos e os conteúdos espirituais são valores.
Sua criatividade e suas criações são valores de produtividade humana, valores de consciência. São intraduzíveis, ”não tem preço”.
A política como a arte ou processo de conciliação entre diferentes interesses na sociedade, vem sendo desafiada a um olhar pluralista inevitável diante da idéia ultrapassada de sociedade homogenia.
Hoje buscamos o consenso capaz de tolerância com a diversidade em prol de uma harmonia, um consenso moral, espiritual e porque não também político, em uma sociedade plural.
Este projeto de filme chama a atenção para inclusão social do paciente psiquiátrico como parte de uma luta universal, para encontrarmos uma unidade criativa em nossas diferenças, afinal a diversidade não ameaça o consenso. Está em fase de captação de recursos para finalização
“Doido Varrido Não Vai pra Baixo do Tapete” é uma iniciativa que revela uma ponte de integração do paciente com a sociedade, através da linguagem expressiva da arte à habilitação profissional, revelando um cotidiano diferenciado onde o afeto é o elemento propiciador do tratamento.
Mostramos o papel da arte como caminho de ação diferenciada que atua como fator transformador de atitudes na vida, na dinâmica das oficinas de pintura e desenho, bijuterias, artesanato, marcenaria, papel, assim como o relacionamento nos grupos de família, corpo, e reflexão, e a recepção de novos pacientes.
Infelizmente, ainda há entre nós, muito pouco “espaço aberto ao tempo” de partilhar e criar relações entre a diversidade humana.
MySal
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