“Carregamos dentro de nós as maravilhas que buscamos externamente”
Thomas Browne
Há certamente, toda África e seus mistérios dentro de nós. Assim compreendeu Carl G. Jung, teórico da psicologia analítica, depois de sua memorável experiência em viagem por terras e povos africanos. A partir desse pressuposto comprova em inúmeros estudos de casos a existência de um inconsciente coletivo, onde reside simbolicamente o registro de toda nossa existência na eternidade.
Com este pressuposto, Jung vem ressaltar o quanto esse Continente Escuro e seus povos, atraem os Europeus, através de seu próprio caráter físico e experiência, pois ali reside o que eles esqueceram em seus próprios eus primitivos.
O primitivo, inevitavelmente provoca a curiosidade, a tentação de voltar a uma versão livre e anacrônica de si mesmo. Esta é uma tentação inconsciente de difícil recusa.
A mesma atração pelo desconhecido, escuro e misterioso capaz de atrair, produz uma contra-corrente tão forte em nossa alma que, nos leva a rejeitar e odiar o homem negro e sua origem.
Quanto mais o homem se afasta de seu eu instintivo mais perde sua liberdade e, mais intensa se torna a rejeição a que chamamos de ódio, preconceito.
MySal
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