É de Nanã
A água que rola,
Límpida e pura.
Ela é a Fonte que nutre.
Lavando a alma,
Dilui no corpo toda dor.
É de Nanã
A lama do lago
Ela é o moleiro do vaso.
Onde tudo pode,
Conter e cozer,
Transformando o destino.
É de Nanã
A cor violeta
Ela é o clarão que ascende.
Na distância a chama
Almejando sabedoria.
É de Nanã
A dança que roda
Ela é um leve abano de mãos.
Um sopro que vem varrendo
Do chão as impurezas,
Rastros dos perdidos na caminhada.
É de Nanã
A força que pesa
No corpo, em busca
Da raiz fincada.
Ela é o ponto marcado profundo.
Reencontro das almas
É de Nanã
O abraço esperado,
Limite dessa estrada.
Ela é a hora precisa,
Da chegada.
É de Nanã
A voz que silencia os avessos,
Assoviando um tempo de paz.
Ela é a Noite.
Saluba Nanã!
MySal
Só a Mysal mesmo para colocar tanto movimento em uma só escultura.
ResponderExcluirNanã, de onde essa mulher tira tanta inspiração?