domingo, 18 de abril de 2010

“A vida é a arte em outro tempo”

Depois dessa reflexão, assista aos vídeos com o Jung (ao vivo) e um estudioso de Nietsche (em café filosófico)

Nietzsche- No eterno retorno encontramos uma justificação estética para a existência.

Jung – Buscamos afirmar e encontrar um significado para a própria existência.

“A vida é a arte em outro tempo”

Refletimos, no mundo exterior, o que passa nas profundezas da nossa alma.

Na medida em que nos projetamos, recebemos dos outros, como de espelhos, respostas aos sentimentos positivos ou negativos. O segredo é compartilhar.
Nossos sentimentos são visíveis: na participação social, na solidariedade, política, paixão, como reflexos da alma, quando ousamos com liberdade a individualidade.
Portanto, é com a ajuda do outro, espelho da própria psique, que o Eu torna-se capaz de expressar e explicar a si e ao mundo exterior e, sobre a esfera material, o todo perceptível aos sentidos. Desta maneira, fluímos para a consciência, o nosso inconsciente.
Caminhamos em direção ao nosso auto- descobrimento.
No caminho por onde segue - nosso herói interior em direção ao si mesmo enfrenta ou apenas cede a um eterno ciclo de repetições. O eterno retorno (Nietzsche) depende da perspectiva e disposição em aceitar perdas como desafios, flexibilidade nas posturas diante do inusitado, a flexibilidade necessária para ousar, mudar e decidir novas atitudes diante dos obstáculos.
Mudança – é preciso a loucura na partilha da dança para evoluir com graça e paixão.

Viver a vida como um processo de criação na arte é a possibilidade de desenvolvimento humano, sem perspectiva de finitude, mas em direção a um significado. A ampliação da consciência, como sendo o próprio sentido, participa da evolução do todo.

Como um artista, é possível viver a relação natural do mundo interno e externo, através dos símbolos e encontrar a forma que desenha o espectro de si mesmo em eterno movimento.

A arte é uma linguagem da alma. Com arte, podemos ler os fenômenos psíquicos e as percepções da matéria.
O artista, através do processo de criação, vive a liberdade integral da expressão. Ao criar, supera-se o plano de ordem moral exterior, revela-se o ético não por valores morais, mas pela integridade existente entre o objetivo e a obra no plano real.
A sua vida é a sua obra.
A liberdade é a chave da expressão criativa, permitindo a sua individualidade na atuação no mundo. Só a naturalidade e a maturidade criativa incluem o pessoal, o social e o coletivo revelando a estética e a ética como coexistentes.
A consciência estética é aquela que inclui a interioridade e assimila seus conteúdos e potenciais para a totalidade em si. Uma resultante de claros-escuros (ou claros, escuros) e sombras, na forma que nos torna responsáveis por nossas projeções na realidade.
Somente uma consciência estética é uma consciência ética.
Criar é permitir a continuidade da vida.
MySal

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Carlos Wilson de Azevedo Mendonça para mim
    mostrar detalhes 18:34 (10 minutos atrás)


    Muito bom, Myriam, o Niilismo detectado por Nietzsche nos lançou numa cultura distante de nossas potencialidades.

    A arte e também uma nova criação de conceitos são caminhos possíveis. E são espantosos...!


    Beijo grande.!
    Carlos.

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