sexta-feira, 1 de junho de 2012

ECOPSICOLOGIA


    

Uma Nova Perspectiva que Amplia a Consciência

É urgente ressuscitar a lembrança de “povos vencidos” para fazer ressurgir a maneira mais poética das nossas ações e caminhos das civilizações.


Esta maneira, mais poética é a maneira feminina, onde nosso lado direito do cérebro nos faz agir mais sensível e intuitivamente. É resgatar raízes e, a partir delas reaprender a crescer, amadurecer e envelhecer, como frutos maduros, adocicados por saberem ter contribuído com a missão maior de; ser e estar no tempo até desprender do pé. Nós, humanamente, na terra participando não só do próprio bem estar, mas também dos direitos humanos que são similares às necessidades e direitos da terra em que vivemos.

A nova psicologia, parte hoje de uma corrente em que comungo, é uma psicologia transdisciplinar que, sem negar outras teorias e ciências reconhece no indivíduo um ego ecológico; centrado em uma raiz ancestral, mítica ou arquetípica profunda e natural, capaz de se comprometer e, viver com o propósito de senso de coletividade, solidariedade e conquista de um desenvolvimento sustentável que valoriza a troca individual, social e ambiental. Finalmente fortalecido por essas trocas ou partilhas é possível reconhecer o sentido da vida na sua relação essencial com o bem estar; saúde psíquica e física e harmonia com a natureza.

Não se trata de uma inversão de perspectiva, nem mesmo de uma hipertrofia do masculino e sim, de uma nova atitude, ainda masculina, porém em nova forma, capaz de provocar movimento, compromisso para um desenvolvimento, onde os valores atuais possam ser repensados por uma consciência ampliada, pelo resgate de uma dimensão feminina natural e ecológica, com a qual é possível, olhar, observar e resgatar riquezas perdidas.

É necessário reaprender ao olhar para traz, e escutar da natureza os seus princípios. Com esse olhar se é capaz de reavaliar a arrogância branca e ocidental, como também reconhecer nas raízes perdidas um inconsciente escuro negado em potenciais primitivos, igualmente desvalorizados perdidos, em nome da conquista, razão e preconceitos. Neste sentido, uma dimensão ecológica, simbólica e espiritual de ser perdeu-se e hoje nos priva apesar de todo conhecimento, de mais harmonia nas relações, saúde aos nossos corpos, mais amor nas relações e sabedoria em nossas ações. Nada em nosso desenvolvimento ainda humanizou o que há de desumano em nós.

Qual o preço espiritual que se paga?

Seguimos priorizando nossas conquistas materiais; negando as mais profundas vocações na missão de existir; vivendo com medo de amar; sem tempo para contemplarmos e compreendermos os sinais da natureza, participar de sua ação transformadora e reconstrutiva. Desta forma, perdidos do próprio sentido da vida não atuamos na abertura de novas idéias, não seremos criativos para uma nova concepção social.

Em nome dessa dimensão ecológica do indivíduo, um dia pensaremos os direitos humanos igual aos direitos do planeta. É preciso contribuir com uma perspectiva de reconstrução de valores essenciais para o bem estar pessoal, o bem estar planetário.
MySal

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